Aneurismas Cerebrais

 
Dr. Marcel Rozin Pierobon
Neurocirurgião
Dr. Marcel Rozin Pierobon
Neurocirurgião

Compreende-se por Aneurismas, as dilatações focais da parede arterial, podendo ser os mesmos de patogênese primariamente congênita, como os saculares ou de natureza adquirida, como os fusiformes, infecciosos ou microaneurismas hipertensivos (de Charcot-Bouchard). Aneurismas Intracranianos são encontrados em aproximadamente 2% da população geral.

Alguns autores relatam prevalência de 3,6 a 6%. A ruptura de um Aneurisma Intracraniano, que comumente ocorre entre 40 e 60 anos, causa hemorragia subaracnoidéia espontânea (HSAE). O prognóstico após a ruptura costuma ser ruim: metade dos pacientes morrem e 20% permanecem dependentes para suas atividades diárias. Embora a incidência anual de HSAE de origem aneurismática seja baixa – 6 a 8 casos por 100.000 indivíduos – devido a baixa idade de acometimento da população pela HSA, a perda de anos de vida produtivo é comparado ao Acidente Vascular Encefálico.

Os sintomas relacionados à ruptura aneurismática são cefaléia de origem súbita, geralmente associada a vômitos e perda de consciência transitória e geralmente está associada ao esforço físico ou a distúrbio emocional (fatores esses, que elevam a pressão arterial). Eventualmente pode iniciar com crises epiléticas focais ou generalizadas. Ao exame físico geralmente o paciente queixa-se de cefaléia; apresenta hipertensão arterial sistêmica elevada, sinais de irritação meníngea, principalmente rigidez de nuca, sinais neurológicos focais (III par craniano, hemiparesias e afasias) e gerais como alterações do nível de consciência de graus variáveis até o coma e morte súbita.

Para o diagnóstico dos Aneurismas Cerebrais o exame considerado como gold standart é a Arteriografia dos vasos cerebrais.

Hoje dispomos da Angiorressonância Magnética Cerebral e também mais modernamente a Angiotomografia Cerebral, que servem de exame de screenging para investigação das cefaléias vasculares primárias.

O tratamento consiste na reparação do saco aneurismático, que pode ser realizado de forma convencional, com a microcirurgia, também com o procedimento endovascular.

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