Um Hospital - Uma necessidade

Um Hospital - Uma necessidade

Por: Saúde Atual
 
Dra. Viviane Andreatta
Oncologia Clínica Dra. Viviane Andreatta
Oncologia Clínica

Conceitualmente, o câncer caracteriza-se pelo crescimento celular desordenado e sem função para o organismo que, associado a fatores hereditários, é desencadeado a partir de um estímulo (fator agressivo) que pode ser químico, físico ou biológico. A célula normal, sofrendo um estímulo agressivo e, em presença de alterações genéticas que possibilitem a modificação celular, sofrerá mudanças em seu DNA.

Estas modificações irão proporcionar uma reprodução de células defeituosas. Estas células terão dois destinos: crescem e se multiplicam, dando origem ao tumor, ou morrem (apoptose que é a morte celular programada). No caso de haver o crescimento celular defeituoso, este passa a ser desordenado, exagerado, sem função para o organismo, infiltrando os tecidos adjacentes e, posteriormente, lançando células à distância, através do sistema sanguíneo ou linfático, caracterizando o processo metastático.

O diagnóstico de câncer deve ser feito através de uma anamnese criteriosa, auxiliada por exames clínicos, laboratoriais e radiológicos. A confirmação será feita pela BIÓPSIA do tumor primário ou da lesão metastática. Este é um exame fundamental e não complementar, pois é dele que depende toda a estratégia terapêutica. Deve ser avaliada por um Médico Patologista de confiança e experiente. Para um tratamento oncologicamente correto, é necessário que tenhamos classificado este tumor pelo sistema de estadiamento, que leva em conta dados relativos ao tamanho, linfonodos e metástases.

O tratamento oncológico é MULTIDISCIPLINAR. Poderemos ter combinações de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. A escolha de uma ou outra modalidade terapêutica dependerá do diagnóstico, do estadiamento tumoral e das condições do paciente. É importante lembrar que a radioterapia é um tratamento loco-regional e a quimioterapia é um tratamento sistêmico. Atualmente, os paraefeitos relativos aos tratamentos oncológicos estão muito menores do que em décadas passadas, onde o vômito era uma constante da quimioterapia e as reações à radioterapia são menores, devido ao aperfeiçoamento técnico das máquinas de tratamento. Poderemos ter tratamentos prévios (neoadjuvantes) ou posteriores ao tratamento considerado principal (adjuvantes ou paliativos). Finalmente deveremos lembrar que a reabilitação faz parte de nosso plano terapêutico e que deverá iniciar logo após o início do tratamento oncológico.

Dra. Viviane Andreatta
Oncologia Clínica

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