10/08/2015 08h41 - Atualizado em 10/08/2015 08h41

Epilepsia

 
Dr. Rodrigo Melo - CRM-MS: 6129 - Neurologista
Dr. Rodrigo Melo - CRM-MS: 6129 - Neurologista

A Epilepsia é um problema de saúde que afeta praticamente todas as idades, raças e classes econômicas. Entre 40 e 50 milhões de pessoas são afetadas em todo o mundo. Uma crise epilética é resultado de uma hipersincronização da rede de neurônios do córtex cerebral. A Epilepsia ocorre quando essas crises são recorrentes. As crises epiléticas podem ser de origem genética ou podem ser consequentes a alterações metabólicas ou lesões da estrutura cerebral. A Organização internacional contra a Epilepsia classifica os tipos de crise epilética, atualmente, pelo modo como a crise começa (focal, generalizada ou desconhecida), pela causa (genética, metabólica, estrutural ou desconhecida) e pela diferenciação eletroencefalográfica (síndromes eletroclínicas). Em pacientes idosos as causas degenerativas e vasculares são as mais comuns.

As formas como Epilepsia se manifesta são bastante variáveis. Um paciente pode apresentar desde a clássica crise tônico-clônica generalizada (em que ocorre uma contratura de toda a musculatura, tremores clônicos nos membros, versão ocular, salivação e espumação, muitas vezes com o paciente lesionando a língua e boca pela mordedura rápida e intensa e podendo apresentar liberação esfincteriana), como pode ocorrer na forma de sintomas sensitivos, fenômenos emocionais complexos, psicoilusões ou alucinações, perda do tônus corporal com quedas (crises atônicas), sensações de desconforto abdominal ascendente, com sensação de estranheza, déjà vu, medo ou irrealidade. É clássico da Epilepsia temporal (mais comum dos adultos) que o paciente apresente automatismos como estalar os lábios, deglutição repetida ou gestos manuais repetitivos. No período após a crise (pós-ictal) o paciente geralmente apresenta-se confuso e desorientado por alguns minutos.

O Eletroencefalograma (EEG) é o teste mais indicado na avaliação das crises convulsivas. Crianças e adultos normais algumas vezes podem apresentar alterações de EEG. Muitas vezes em pacientes epiléticos, um primeiro ou mesmo um segundo EEG tem resultado normal, portanto alguns pacientes necessitam de até 4 EEGs até que seja visualizada alguma anormalidade. Os pacientes que apresentam crises epiléticas após a idade adulta necessitam realizar exame de Ressonância Magnética de crânio.

O tratamento deve sempre ser iniciado com um só medicamento antiepilético e, segundo os consensos mais recentes se uma primeira medicação não funcionar, após ajustes de dose, pode ser tentada uma segunda medicação isoladamente e a partir de então se busca a associação de dois medicamentos antiepiléticos. Em geral após 2 ou 3 anos em que o paciente fique sem crises, é feita uma tentativa lenta e gradual da retirada do medicamento anticonvulsivante.

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