10/08/2015 09h30 - Atualizado em 10/08/2015 09h30

Infecção Urinária

 
Dra. Juliana M. Utumi -  CRF-MS  2.906  
Dr. Nelson Akira Utumi - CRF-MS  436/80  
Dra. Juliana M. Utumi - CRF-MS 2.906
Dr. Nelson Akira Utumi - CRF-MS 436/80

O sistema urinário é normalmente estéril e livre de bactérias.

As infecções urinárias, surgem quando este é invadido por microorganismo, principalmente bactérias provenientes do intestino ou da vagina (em mulheres), do próprio paciente, instalando-se inicialmente na uretra (canal comunicante com a bexiga), migrando posteriormente para a bexiga (cistite) ou no rim (pielonefrite). A infecção urinária pode comprometer o trato urinário baixo ou inferior, que envolve a uretra (uretrite), a bexiga (cistite), nos homens a próstata (prostatite), o epidídimo (epididimite) e, o trato urinário alto ou superior (pielonefrite).

Epidemiologia:

A maior suscetibilidade à infecção urinária no sexo feminino é devido as condições anatômicas: Uretra mais curta e sua maior proximidade com a vagina e o ânus. Outros fatores que aumentam o risco de infecção nas mulheres incluem: Episódio prévio de cistite, ato sexual, uso de espermicidas, a gestação, diabetes e a higiene deficiente. No sexo masculino, favorece a infecção, a instrumentação das vias urinárias (cateterismo vesical) e a hiperplasia prostática.

Etiologia:

Os agentes etiológicos mais frequentes envolvidos com a infecção urinária adquirida são: Escherichia coli, Proteus sp. Klebsiella, Enterococcus faecalis e Staphilococcus sp. A Escherichia coli é responsável por 70 a 80% das infecções do trato urinário.

Sintomas:

I - Frequência urinária;
II - Dificuldade ao urinar;
III - Dor suprapúbica;
IV - Febre;
V - Dor lombar.

Diagnóstico:

O diagnóstico da infecção urinária se dá através de dados clínicos e exames laboratoriais e de imagem.

Prevenção:

Alguns hábitos simples, podem ajudar na prevenção das infecções urinárias baixas, que normalmente desencadeiam as demais infecções complicadas como:

  • Beber no mínimo 1,5 litro de água ao dia;
  • Esvaziar regularmente a bexiga, evitando prender, segurar ou adiar a micção por tempo prolongado;
  • Mantendo limpo a região da vagina e do ânus (limpando sempre de frente para traz e quando possível lavar com água corrente após evacuar);
  • Tratar prontamente as infecções vaginais;
  • Na pós-menopausa, a reposição hormonal tópica poderá restituir os mecanismos de defesas das vias urinárias;
  • Evitar absorventes internos;
  • Após as relações sexuais, realizar higiene vaginal.

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